PAOLA SABBATINI

diretor de Transações da Cushman & Wakefield fala para o jornal extra sobre os sinais de recuperação no setor imobiliário do rio de janeiro

14/10/2019


O Jornal Extra divulgou recentemente as projeções da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para o avanço da economia do estado em 2019. O estudo revelou um crescimento esperado de 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto), ante os 1,6% previsto no início do ano. Leia o artigo completo.

O artigo evidenciou o impacto da estagnação no pagamento da dívida que o Rio de Janeiro tem com a União, o qual está suspenso desde 2017 graças ao Regime de Recuperação Fiscal. De acordo com a Fitch Ratings, que atribuiu a pior nota individual de crédito ao Rio, sem a atual ajuda do governo federal o estado não tem como pagar o que deve.

A publicação também ressalta que o setor de petróleo, que teve grande peso na crise e que representa 25% da receita do estado, direta e indiretamente, começa a ensaiar uma recuperação. Uma maior atratividade graças ao aumento das perfurações e da produção teria levado a um recorde de arrecadação nos leilões, o que deve continuar crscendo até 2022, quando US$ 27 bilhões são esperados em investimentos no Rio.

O texto também comenta sobre compra e venda de imóveis no Rio de Janeiro, que ainda em queda, observa sinais de recuperação no país. Já o mercado de aluguéis parace começar a se valorizar, com alta de 1,8% no acumulado do ano até maio. No segmento comercial, o setor de óleo e gás tem contribuído para aumentar a demanda e diminuir a vacância.

— Vemos uma recuperação, mas muito lenta e gradual. Mas voltar ao patamar pré-crise, não vai. Até porque não foi saudável tanta demanda sem oferta. Só resultou em um grande aumento de preços. Agora, espera-se que o mercado cresça de forma racional — diz Thierry Botto, diretor de Transações da Cushman & Wakefield no RJ.