02/07/2019

Um breve passeio pelos temas abordados na terceira edição da .Futuro | Rio, realizada pela primeira vez no AQWA Corporate, com o apoio da Cushman & Wakefield 

“A Humanidade Aumentada” vai muito além da tecnologia 

A terceira edição do .Futuro | Rio aconteceu nos dias 5 e 6 de junho no AQWA Corporate, localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, e reuniu 25 palestrantes e 450 participantes, tendo sido 50% destes profissionais c-level. A MOX Digital foi responsável pela produção da conferência, que foi patrocinada pela Lei de Incentivo à Cultura do Município do Rio de Janeiro, pela Tishman Speyer, Stefanini, ISABO e Dataprev. O tema escolhido “A humanidade aumentada” foi inspirado pela profunda transformação tecnológica que transpassa a barreira do digital e que vem promovendo a reinvenção da maneira de se relacionar socialmente através de uma intensa adaptação cultural. 

.FUTURO | RIO recebeu palestrantes representando empresas de diversos segmentos, trazendo diversidade para a discussão sobre como as empresas podem se adequar para acompanhar a transformação tecnológica que vem impactando o ser humano individual e coletivamente através de quatro temas: “Homens e Máquinas: a abundância de hardware e software cria uma maior eficiência?”; “Homem 2.0: perspectivas sobre os novos conhecimentos do ser humano”; “O profissional do futuro: a evolução das competências, IA, uso de dados e RH 2.0”; e “Nova linguagem: comunicação, marketing e publicidade na era pós-digital”. 

As palestras trouxeram diversidade de pontos de vista e de experiências para a discussão 

Xavier Leclerc, curador da conferência e sócio da MOX Digital, abriu as palestras destacando sobre os poderes e desafios que a tecnologia tem conferido aos seres humanos. Luli Radfahrer, professor associado da ECA-USP, falou sobre dados e como o indivíduo e a máquina estão cada vez mais indissolúveis e sobre os riscos que essa invasão de privacidade pode trazer. Monica Herrero, CEO Brazil da Stefanini, falou sobre como a tecnologia vem contribuindo na gestão, visitando temas como raciocínio lógico e projeção de cenários. Jean-Christophe Bonis, CEO da Oxymore e co-founder da ISABO, através de perguntas direcionadas à plateia, propôs refletir sobre a relação homem-máquina que queremos para o futuro da sociedade, pontuando que a tecnologia precisa melhorar a vida das pessoas para ser benéfica. 

Steven Rehen, professor da UFRJ e pesquisador do Instituto D’Or comparou as inovações apresentadas em filmes de ficção científica e estudos científicos em um paralelo interessantíssimo que uniu, entre outros, experiencias que vem criando camundongos a partir de espermatozoides produzidos pela pele e o clássico Frankestein. Antony Harary, Global Managing Director da Edelman Intelligence, expôs a desconfiança acerca das empresas de tecnologia em relação à proteção de dados e sobre os esforços que estas organizações estão dispendendo para garantir a mesma. Thais Galli, Managing Director do Studio (Tishman Speyer), apresentou os componentes da propagação dos coworkings pelo mundo, lembrando do crescimento da participação dos millenials no mercado de trabalho e passando pela necessidade de companhia, redução de custos e flexibilidade. 

André Côrte, Development & Services Director da Dataprev, fala sobre a capacidade da automação de antecipar as necessidades das pessoas, gerando uma economia de R$150 milhões por semana aos cofres da União. Arnon de Mello, SVP & Managing Director Latin America da NBA, contou sobre as novas experiências que a liga de basquete vem proporcionando aos seus usuários, como transmissões em realidade virtual e aumentada. 

Os workshops enriqueceram a experiência dos participantes 

O segundo dia da conferência foi dedicado a 3 workshops: o primeiro foi realizado pela Fábrica de Startups e teve a presença de profissionais de marketing de empresas como Coca-Cola e OLX discutindo a evolução da publicidade sob a ótica da tecnologia. A segunda atividade foi realizada na Câmara de Comércio França-Brasil e teve como tema a necessidade de readequação profissional perante às transformações tecnológicas. Por último, na Casa Firjan, a “Nova Era Industrial” foi debatida entre representantes de empresas como KPMG, Stefanini e Di Blasi Parente.